Chega enfim domingo, sobre o efeito da pequena maré alcoólica da noite passada. Domingo é o dia mais matuto de todos, onde a arte de não se fazer nada se faz prevalecer, e assim os três caipiras se faziam acreditar.
Coffe Break ligeiro e malas no carro. E rumo a roça novamente... era o que pensavam, mas antes um Pit Stop na casa da aniversariante para um almoço em família. Almoço em família entende-se uma mesa cumprida cheia de pessoas conversando paralelamente com a voz alta, macarronada e tudo o que se tem direito... mas não ali, ali é uma espécie de churrasco na laje.
E assim as horas passavam, idas e vindas para comprar mais cerveja - neste ponto destaco a evolução do Churrasco, que começou com latinhas de Bavarias e terminou com Skol- muita carne, cerveja, som alto, e gente bonita, na verdade nem tão bonita, sinceramente nada bonita.
E os ponteiros do tempo corriam, um dos jovens matutos ainda precisava voltar para lavorar em seu pedacinho de terra, e via cada vez mais distante desta possibilidade. Enquanto outro matuto, bêbado fazia juras de amor para ulguma Mariazinha. E o terceiro aproveitava o dia em família, família família mamãe papai e titia
O tempo passou, a terra girou e o sol se foi atrás de um morro de casas qualquer. Talvez eles pudessem ter ido embora há tempos, e isto evitaria o que vem a seguir, o fato é que não foram. Tarde da noite, cansados combinam de reunir toda tropa no carro para conversar descansar e quem sabe assim, notarem que estão prontos para ir embora. E assim o fazem, porém, sempre há um, não todos.
O Jeca bêbado fica com sua amada companhia na festa, enquanto os outros dois seguem para o carro. Quando ligam para os jovens no carro ouve-se uma gritaria pelo telefone e ali foi lançada a sorte. O Jeca que ficou na festa surge rapidamente com seu amor de um dia, enquanto o pau comia lá fora.
Agora sim, estava muito calmo para um Churrasco na laje na Zona Leste. A cultura se faz presente, e a lenda se faz verdade. Depois de muita gritaria e palavras gentis trocadas. As carroças motorizadas saem em mais um dia de fuga, para enfim a volta tranquila para casa.
A confusão se deu quando o jovem roceiro levou sua companheira para mostrar os pisos do banheiro, de portas fechadas. Realmente eram pisos muito bonitos. Algumas pessoas de alma leviana viram finalmente uma razão para demonstrar o motivo real de suas existências. Mas tudo ficou no alarde apenas, graças a sogra de um dos matutos, que bravamente brandiu as poderosas palavras, Tander Tander Tander Cats Hooow!
Porque festa boa é festa com barraco! Qualquer semelhança com a realidade é pura conhecidência, ou não.